O gênero é o terror, mas não exclusivamente. Escrito na forma de romance epistolar, o mais famoso livro do irlandês Bram Stoker mistura técnicas narrativas e recursos diversos para criar uma trama polifônica, irreverente e, ao mesmo tempo, com a cara de "romanção" de época. Poucos momentos na trama são de fato assustadores. Um dos pontos mais interessantes de usar cartas de diferentes personagens para compor a narrativa (além de recortes de jornal, trechos de diário, bilhetes...) é o aspecto de quebra-cabeça que a narrativa vai tomando. Diante de discursos variados, cabe ao leitor relacionar as diferentes vozes entre si e ir desvendando o mistério aos poucos. Assim, enquanto lemos, estamos sempre um pouco à frente das conclusões a que seus protagonistas chegarão. Mesmo sem grandes sustos, não deixa de ser um livro surpreendente. Não esperava me divertir tanto com a sagaz figura do Conde Drácula ou até mesmo torcer pela vampirada em vários momentos do romance. Se o livr...