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Mostrando postagens com o rótulo série brasileira

Dois irmãos (série de 2017)

Da minha experiência da leitura de "Dois irmãos", saí com a impressão de ter me confrontado com uma obra muito visual, quase tátil - tanto é assim que só através dos quadrinhos (adaptados pelos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá) consegui visualizar e incorporar alguns elementos da narrativa. Com uma história que é para ser vista, um cenário e contexto "exóticos" (os imigrantes libaneses na Amazônia em meados do século XX) e a direção artística de Luiz Fernando Carvalho (que também trouxe Machado para as telas no excelente "Capitu"), a série teve todo o potencial para dar certo. Até decidirem que os protagonistas seriam interpretados por Cauã Reymond. Os primeiros quatro episódios, em que os gêmeos são ficcionalizados por caras pouco conhecidas, são excepcionalmente melhores do que os demais. Com a entrada de Cauã e de Eliane Giardini, a adaptação literária vira uma novelinha das nove, com muita gritaria, exageros, atuações fracas e uma leitura bem crua do t...

O tempo e o vento (séries de 1985 e 2013)

O tempo e o vento  é a obra da vida de Erico Verissimo - demorou mais de 20 anos para ser elaborada e é, também, um calhamaço de mais de 2000 páginas. Com uma infinidade de personagens, tramas e subenredos, é um texto difícil de ser adaptado para a linguagem televisiva - provavelmente um dos motivo que levou ambas séries globais a retratar um período relativamente curto da trama. A versão de 1985, se tenta ser fiel ao contexto histórico, não é nada agradável visualmente. Desde os cenários até os figurinos, tudo é muito pesado, distanciado de nossa realidade. O ponto forte desta produção é a interpretação de Tarcísio Meira como Capitão Rodrigo Cambará (mesmo que ele já fosse um tanto velho para o papel de galã). Bem mais elaborada, a série de 2013 traz não só um novo arco da história (a vida de Bolívar, filho do Capitão Rodrigo) como é mais palatável. A fotografia e a trilha sonora  são incrivelmente belas, aproximando o espectador da história. Ainda que alguns pontos ...

As cariocas (Sérgio Porto) + série de 2010

Li muito Stanislaw Ponte Preta quando era adolescente - se não me engano, todos os livros da biblioteca da cidade que levavam o seu nome na capa foram parar nas minhas mãos, para uma leitura sem compromisso, mas com muito entretenimento. Não me lembro, no entanto, de ter tido contato com a obra do escritor assinada sem pseudônimo, ou seja, publicada como de autoria de Sérgio Porto. Já não sei avaliar se foi meu julgamento de leitora que mudou drasticamente ou se prefiro o Stanislaw, mas o fato é que As cariocas  é um livro extremamente fraco. Na introdução, Jorge Amado explica que Sérgio não estava habituado a escrever novelas, e que a transição do mundo da crônica foi bem realizada - opinião da qual discordo. Se fossem textos curtos, talvez essa reunião de histórias se salvasse. Mas, como foi elaborada, ficou um conjunto desigual, ora com predominância de um tom pedante, ora com ênfase em detalhes absolutamente dispensáveis. Não se trata de enredos ruins - pelo contrário,...