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Mostrando postagens com o rótulo filme marroquino

Gladiador (filme de 2000)

Filmes de ação costumam me perder logo nas primeiras cenas de luta. Em “Gladiador”, apesar da temática agressiva, há elementos que fazem o restante valer a pena. Priorizando o contexto de desenvolvimento da filosofia romana no qual se insere, o enredo é permeado de reflexões sobre o que é o poder, a república, a vontade do povo, o bem e o mal. Se não fosse pela escolha acertada dos atores, talvez a trama reverberasse em um maniqueísmo fácil. Contudo, a figura calma e concentrada de Russell Crowe nega o estereótipo do guerreiro valente; de forma parecida, Joaquin Phoenix representa um vilão com baixa autoestima e vacilante nas decisões que toma, por mais violentas que sejam. Quase um quarto de século depois de sua estreia, é uma obra que envelheceu bem, com questionamentos que seguem atemporais.

O dançarino do deserto (filme de 2014)

Por ser baseado em uma história real bastante recente, o filme acaba envolto nas camadas políticas que nortearam a escolha em filmar a biografia do dançarino Afshin Gaffarian. Ainda que seja contra a ditadura e a opressão, não é um filme que deva ser celebrado sem ressalvas; afinal, pouco conhecemos da política iraniana para apoiarmos incondicionalmente os manifestos de que os protagonistas participam, por exemplo. O enredo segue o roteirinho de Hollywood (sendo que é uma produção britânica, saudita, romena e marroquina). Há o tempo certo para chorar, para torcer pelo casal, para sofrer a catarse pela dança. Contudo, as cenas de performance dos bailarinos são realmente bonitas – mesmo que também pautadas por clichezinhos. Não é um filme sensacional, mas vale a dança.