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Mostrando postagens com o rótulo literatura suíça

Meu pequenino (Germano Zullo / Albertine)

Livro espelhado, em que as narrativas de vida da mãe e do filho se confundem. Os laços que unem no útero expandem-se para a vida, criando necessidades iguais em quem já foi uma só carne. Delicado e potente, consegue aprofundar reflexões sobre infância e velhice – e sobre o que fazemos com o miolo da vida.

A promessa/A pane (Friedrich Dürrenmatt)

Friedrich Dürrenmatt é um autor suíço, ou seja, de um país literariamente híbrido, com 4 idiomas oficiais (francês, italiano, alemão e romanche). Um dos expoentes da literatura contemporânea na dita nação das neutralidades, o escritor usa o desenvolvimento e a estabilidade de sua terra natal como motivo de crítica e escárnio -- um panorama bastante diverso do que encontramos na literatura que nos é mais próxima. Ao ir na contracorrente do que poderíamos esperar enquanto leitores, Dürrenmatt cria uma prosa marcante, que questiona padrões já cristalizados no gênero. Sua novela "A promessa", como exemplo, é uma instigante narrativa policial, absolutamente envolvente, e que termina com um anticlímax. É duvidando da potencialidade do romance de mistério que o suíço consegue criar um plágio sarcástico muito mais interessante do que boa parte da produção que se detém nos esquemas consagrados. Já em "A pane", o mistério crescente finalizado com anticlímax se mantém, mas...