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Mostrando postagens com o rótulo filme austríaco

Antes do nascer do sol (filme de 1995), Antes do pôr do sol (filme de 2004), Antes da meia-noite (filme de 2013)

A trilogia do diretor Richard Linklater desenrola-se com três recortes do mesmo casal, espaçados 9 anos entre si. O feito de acompanhar o envelhecimento dos intérpretes para caracterizar os personagens é notável – mesmo hoje, em que a tecnologia do deep fake torna qualquer transformação no tempo em algo banal. Ao reassistir aos três filmes, fiquei surpresa ao perceber que quase 9 anos também me separam do primeiro contato com a obra, que conheci em 2013. Na época, o meu preferido era o encerramento da história; talvez por tê-lo visto em sua estreia no cinema, algumas cenas ficaram mais marcadas para mim.  O filme do meio, que menos tinha atraído minha atenção, hoje se tornou meu mais querido. Talvez por ter uma idade parecida à dos personagens durante o período retratado, senti uma conexão muito maior com os diálogos e reflexões a que eles chegam nessa fase da vida. Quanto a Antes da meia-noite , pouca coisa hoje me agrada nessa produção – que tem muita gritaria e pouca conver...

Adeus, Europa (filme de 2016)

Para quem nada conhece da obra ou da vida de Stefan Zweig (caso no qual provavelmente me incluo, dado que apenas comecei a ler a "Autobiografia: o mundo de ontem"), o filme sobre a vida do escritor austríaco talvez não seja nada mais do que um longa interessante. Não se trata de uma produção intrincada, fragmentária ou que pressuponha conhecimentos específicos de seu espectador; ainda assim, não tem o objetivo de ser didática. Dividida em algumas cenas, nos leva a acompanhar a vida do escritor, refugiado do nazismo, no Brasil - até seu suicídio, em 1942. O panorama que se constrói é o de um mundo em derrocada, no qual resta pouca ou nenhuma esperança. Com mais de 60 anos, Zweig não esperou pelo desenrolar dos eventos trágicos da guerra. Talvez sem forças para recomeçar mais uma vez (afinal, ele também sobreviveu ao primeiro grande conflito europeu), o literato optou pela solução talvez mais desesperada, talvez mais racional. É uma obra que prende a atenção e que despert...