Quando assisti ao filme O nome da rosa , há muitos anos atrás, fiquei impressionada com a trama e instigada a ler o livro, tarefa que só cumpri agora. No entanto, ainda que tenha sido minha inspiração para a leitura, ao reassistir a obra cinematográfica fiquei decepcionada. A máxima de que o filme sempre perde para o livro, ao menos aqui, é muito verdadeira. A leitura é uma experiência que nos faz mergulhar no contexto da Idade Média. A primeira parte da obra é bastante pesada, com todo o contexto histórico e filosófico da trama, além de muitos trechos em latim (e não traduzidos). No entanto, ao enfrentarmos esse obstáculo a leitura se torna bastante prazerosa, com desafios de lógica muito interessantes. O entendimento do livro passa longe de ser completo, pois Umberto Eco não é um facilitador. O autor nos desafia com sua inteligência e seu conhecimento sobre as características da sociedade do período. Assim como Adso e Guilherme têm um desafio relacionado a um livro, o leitor...