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Mostrando postagens com o rótulo série britânica

David Copperfield (série de 1999)

Anterior a Harry Potter, mas com Daniel Hadcliffe e Maggie Smith no elenco, a série conta com a qualidade BBC na adaptação de obras literárias. Ainda que, em um ou outro ponto o texto não seja tão fiel ao original, no geral tem-se uma boa releitura do clássico. O recursos técnicos contribuem bastante com a qualidade: cenário de época, boa fotografia, trilha sonora... no entanto, cumpre destacar também as atuações, que, no geral, são muito boas. O ator que interpreta Heep (uma espécie de vilão da história) é quase que mais verossímil que o seu par no romance de Dickens; algumas características do personagem, que eram difíceis de imaginar ao ler o livro, se tornam mais claras com a excelente atuação. Para quem já conhece o original, é um bom meio de rever a miríade de personagens da obra de mais de 1000 páginas. Para quem não o leu, talvez seja uma forma de aproximação, ainda que a máxima ainda seja válida: o livro é muito melhor.

Guerra e Paz (série inglesa de 2016)

Se adaptar um romance monumental como Guerra e Paz  para a linguagem cinematográfica já é um desafio, o que dizer quando essa transposição é feita por culturas absolutamente distintas,  longe no tempo e no espaço?  A série recente da BBC conta com atores excelentes, trilha sonora ótima, alguns trechos falados em russo (ainda que poucos), e uma fotografia tão, mas tão linda que é de chorar. No entanto, para ajudar na caracterização dos muitos protagonistas da trama (reduzida a seis episódios), alguns aspectos do livro foram exagerados. Um dos exemplos que mais chocou os russos na adaptação foi ver a Condessa Bezhukhova ter um caso incestuoso com o próprio irmão, elemento não previsto na trama original de Tolstói. No entanto, apesar de todas as superficializações e falta de fidelidade aos tomos originais, foi uma série que me encantou bastante. A linguagem é mais romanceada do que a de Tolstói, mas cumpre bem a função de emocionar o espectador. Tanto as cenas de so...

Dr. Zhivago (série de 2002)

Por seu cunho poético e filosófico, o romance o Dr. Zhivago é de difícil adaptação para o cinema. Para tentar transpor um enredo complicado e longo, o filme de 1965 contou com quase 4 horas; as demais tentativas foram realizadas por meio de minisséries, como a de 2002. Ainda que tenham uma estrutura muito parecida, a obra mais recente me pareceu uma melhor adaptação do que o clássico dos anos 60. Foram tomadas algumas liberdades em relação ao enredo original; no entanto, a série sabe eleger os momentos mais impactantes para levar a emoção ao espectador. Outro aspecto interessante na obra são as metáforas visuais, que dialogam mais fortemente com o conteúdo do livro. Uma das cenas mais bonitas escritas por Pasternak é o momento em que, ao perceberem que serão capturados e mortos, Jivago e Lara decidem aproveitar com intensidade seus últimos momentos juntos. Na passagem para a linguagem cinematográfica, esta cena é alegorizada por meio de um acordo entre os protagonistas, que ac...