Livros que trabalham as novas tecnologias tendem a ficar rapidamente defasados - no entanto, ainda que publicada em 2012, a obra de Chris Anderson consegue sustentar o interesse do leitor quase uma década depois. Um dos motivos que levam a esse resultado é o fato de a obra trabalhar com prospectos para o futuro próximo (alguns dos quais já se concretizaram). Assim, mesmo que não se trate de um livro isento à passagem do tempo, tem um prazo de expiração um pouco maior. O panorama construído pelo autor é muito interessante pelo fato de ser calcado na história. Dessa forma, a metodologia maker não é analisada como uma grande inovação recente da humanidade, mas sim como um processo que já existia e que ganhou forte apoio das tecnologias. O autor abstém-se de tocar em alguns pontos polêmicos - como a substituição do homem pela máquina e o uso de mão de obra escravizada -, mas não chega a maquiar a realidade. Em algumas passagens, deixa claro ao leitor por que acredita na revolução maker...