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Mostrando postagens com o rótulo literatura infantil australiana

A cruzada das crianças (Bertold Brecht)

Brecht narra, em um poema curto, a história verídica de 55 crianças órfãs de guerra que decidiram atravessar a Europa em busca de um lar. Ambientado durante a II Guerra, o livro problematiza fatos como o da criança de passado nazista que decidiu se juntar à marcha, e o do cachorro que, mesmo sendo uma boca mais a alimentar, acaba sendo adotado pelos pequenos. A edição da Pulo do Gato conta com ilustrações lindíssimas de Carme Solé, que criam um efeito de carvão sobre o papel (além do constante vermelho sangue em quase todos os desenhos). É uma história linda para aproximar os pequenos da história ocidental e dos desmandos da guerra.

Mary Poppins (P.L. Travers - livro) e filme de 1964

O livro infantil da australiana P. L. Travers, publicado em 1934, é, aparentemente, muito mais moderno do que a sua versão para as telas do cinema, produzida 30 anos depois. Ao menos na primeira obra (a série completa possui oito livros), a ideia é bastante original e até um pouco à frente de seu tempo: a figura de Mary P oppins é inovadora e ousada, com uma leve dose de cinismo. O que mais encanta na leitura (e que se perde na adaptação) é o mau humor de Mary Poppins, seu ar esnobe e sabichão ao assumir o cargo de babá de quatro crianças em uma família de classe média inglesa. A protagonista foge do estereótipo de babá adorável para incorporar quase a figura de um Chapeleiro Maluco - com o pé fora da realidade e nenhuma papa na língua. O filme conta com muitos elementos de encanto para as crianças: coreografias, jogos de palavras, brincadeiras com sons e músicas, além de muitas cores (em uma época em que o technicolor ainda era um atrativo forte). O que me incomodou, particul...