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Daniel Hope (filme de 2017)

O documentário sobre a vida do solista Daniel Hope tem uma temática muito interessante; afinal, fora do mundo dos entendidos da música, quem conhece os grandes solistas? No entanto, não trata-se em nenhum momento de uma abordagem inacessível para leigos. Este filme é, no geral, um retrato de como é ter toda uma vida regida pela música.

A trilha sonora, obviamente, é excelente. No entanto, o grande mérito da produção é não deixar que o trabalho do documentado/protagonista obscurecesse a abordagem do diretor. Há uma narrativa muito precisa nas escolhas de temas, entrevistas e cenas que formam o conjunto do documentário. 

Toda a obra caminha no sentido de mostrar a integração entre os diferentes tipos de arte e como cada uma delas é essencial na formação do ser humano. Assim, vemos Daniel Hope ir atrás dos direitos de posse de um jazigo de família, encabeçado por uma bela escultura; assistimos à produção de telas em aquarela por sua esposa; acompanhamos o violinista aprendendo suas primeiras lições de música com outros mestres; nos emocionamos com a homenagem de Hope ao escritor Thomas Mann. São várias as possibilidades de se fazer arte, e todas elas se comunicam em um momento ou outro - o que gera a beleza do filme (e a da vida).



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