O filme nos permite o prazer do olhar do ornitófilo, mas sem sair do sofá. Levando o espectador para as florestas da Guiné e do Panamá (dentre outros cenários tropicais), o documentário revela esplendores da vida animal. Muito mais do que pássaros bonitos, o que surpreende é a versatilidade da natureza – há desde aves que imitam crianças brincando até as que constroem obras de engenharia megalomaníacas para conquistar a parceira. Ao ver rituais de acasalamento tão cênicos, é difícil não pensar que o conceito de arte vai muito além do que é humano.
O personagem de cabelo azul já ganhou apelidos que o aproximam dos famosos Calvin e Mafalda. No entanto, o toque brasileiro é que faz a diferença e aproxima Armandinho de seus leitores. O garotinho, que não gosta muito da escola, mostra que a sabedoria vai muito além dos bancos da sala de aula. Desde questões políticas específicas - do Brasil ou de Santa Catarina - até piadas simples sobre assuntos cotidianos, a força das suas tirinhas reside também na versatilidade. O ponto de vista infantil nos serve de guia nesses quadrinhos, nos quais os adultos aparecem sempre retratados sob o viés da criança. Para comprovar esse fato, basta observar o traço: assim como na clássica animação dos Muppets, apenas as pernas dos personagens mais velhos são desenhadas. Se a semelhança com Mafalda está no aspecto irreverente (e nos cabelos que são marca registrada), com Calvin o parentesco vai além: em muitas das tirinhas, Armandinho aparece com seu bicho de estimação (um sapo que, inclusi...
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