Como biografia, o filme conta uma história de vida surpreendente: como um atleta olímpico passa mais de um mês no mar e é resgatado justamente por seus inimigos, em plena Segunda Guerra. Assim, durante todo o longa, somos apresentados a uma série de percalços pelos quais o protagonista passa, sem nenhum alívio em sua dura jornada.
Por mais que o herói dessa história seja um imigrante italiano, o filme não se exime de pregar o bom e velho nacionalismo branco estadunidense. Os japoneses são retratados como vilões e os estadunidenses, como mocinhos. Há uma ou outra cena que subverte essa lógica, mas o que predomina é um viés ideológico muito bem demarcado, que usa uma boa história de vida para divulgar os valores de uma suposta nação vencedora. E é claro que o protagonista vira pastor no final, por ser temente a Deus, o que faz do filme um ótimo aliado de qualquer coach.
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...
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