Como biografia, o filme conta uma história de vida surpreendente: como um atleta olímpico passa mais de um mês no mar e é resgatado justamente por seus inimigos, em plena Segunda Guerra. Assim, durante todo o longa, somos apresentados a uma série de percalços pelos quais o protagonista passa, sem nenhum alívio em sua dura jornada.
Por mais que o herói dessa história seja um imigrante italiano, o filme não se exime de pregar o bom e velho nacionalismo branco estadunidense. Os japoneses são retratados como vilões e os estadunidenses, como mocinhos. Há uma ou outra cena que subverte essa lógica, mas o que predomina é um viés ideológico muito bem demarcado, que usa uma boa história de vida para divulgar os valores de uma suposta nação vencedora. E é claro que o protagonista vira pastor no final, por ser temente a Deus, o que faz do filme um ótimo aliado de qualquer coach.
O personagem de cabelo azul já ganhou apelidos que o aproximam dos famosos Calvin e Mafalda. No entanto, o toque brasileiro é que faz a diferença e aproxima Armandinho de seus leitores. O garotinho, que não gosta muito da escola, mostra que a sabedoria vai muito além dos bancos da sala de aula. Desde questões políticas específicas - do Brasil ou de Santa Catarina - até piadas simples sobre assuntos cotidianos, a força das suas tirinhas reside também na versatilidade. O ponto de vista infantil nos serve de guia nesses quadrinhos, nos quais os adultos aparecem sempre retratados sob o viés da criança. Para comprovar esse fato, basta observar o traço: assim como na clássica animação dos Muppets, apenas as pernas dos personagens mais velhos são desenhadas. Se a semelhança com Mafalda está no aspecto irreverente (e nos cabelos que são marca registrada), com Calvin o parentesco vai além: em muitas das tirinhas, Armandinho aparece com seu bicho de estimação (um sapo que, inclusi...
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