Esta é uma adaptação muito interessante da principal barca descrita por Gil Vicente em seus autos. Não só o traço dos quadrinhos é bem realizado, como a opção de manter a linguagem original do escritor (ao invés de pasteurizá-la para forçar a compreensão) é uma opção inteligente.
O que mais me chamou a atenção neste livro é a sua fuga dos roteiros tradicionais de adaptação de obra de vestibular para hq. O autor está mais preocupado em inserir a sua identidade na releitura de Gil Vicente do que fazer ilustrações simplificadoras, destinadas aos alunos que precisam desesperadamente compreendê-la.
Logo ao início é possível perceber essa intencionalidade do quadrinista de imprimir sua marca: o diabo é representado de maneira quase alegórica, muito diverso do estereótipo de chifres e tridente. A obra é introduzida como se fosse uma peça de teatro/circo, com direito a "assistentes de palco" que indicam a passagem dos capítulos. No final, há a cena em que o próprio Gil Vicente assiste à peça representada e diz sua opinião sobre a adaptação.
Pela criatividade e linguagem única, merece a leitura tanto quanto a obra original.
O que mais me chamou a atenção neste livro é a sua fuga dos roteiros tradicionais de adaptação de obra de vestibular para hq. O autor está mais preocupado em inserir a sua identidade na releitura de Gil Vicente do que fazer ilustrações simplificadoras, destinadas aos alunos que precisam desesperadamente compreendê-la.
Logo ao início é possível perceber essa intencionalidade do quadrinista de imprimir sua marca: o diabo é representado de maneira quase alegórica, muito diverso do estereótipo de chifres e tridente. A obra é introduzida como se fosse uma peça de teatro/circo, com direito a "assistentes de palco" que indicam a passagem dos capítulos. No final, há a cena em que o próprio Gil Vicente assiste à peça representada e diz sua opinião sobre a adaptação.
Pela criatividade e linguagem única, merece a leitura tanto quanto a obra original.

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