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As virgens suicidas (Jeffrey Eugenides) - livro / filme de 1999 (Sofia Coppola)

O livro parte de um mote simples, mas que gera curiosidade e conduz o leitor por uma narrativa com certo suspense e muitas metáforas. Desde o início, sabemos o que nos espera: as cinco jovens filhas do casal Lisbon irão suicidar-se. Com uma notícia forte desta logo nas primeiras páginas, como leitores nos vemos fisgados pela narrativa.

A trama é contada por rapazes que estudaram com as meninas e que nunca puderam esquecer sua breve existência. Não há uma voz narrativa definida - trata-se mais de um grupo de narradores, de idades semelhantes e experiências compartilhadas, que conduz a história.

Também não há, ao longo da obra, uma explicação clara para o suicídio das garotas. E, afinal, como justificar objetivamente o que nos leva a desistir da vida? Da mesma forma, não há explicação para o que mantém a existência de "gente de bem" de seus pais, sufocados tanto pelas crenças religiosas quanto pela dolorosa perda das meninas.

No filme, as ótimas interpretações, aliadas a uma delicada edição das cenas, agregam ainda mais significados à trama. Se já é difícil ler sobre o suicídio, assistir à representação da morte é ainda mais doloroso. Talvez não melhor, mas tão bom quanto o romance original, o filme vale a pipoca.



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