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A cabeça é a ilha (André Dahmer)

A experiência de leitura desta obra foi muito parecida à que tive com Minha vida, do Robert Crumb, ou seja, um desejo muito grande de abandonar o livro para sempre logo nas primeiras páginas, em função de uma escatologia que não consegui contextualizar ou justificar para torná-la aceitável.

Como se trata de um livro de tirinhas, contudo, decidi inverter o sentido de leitura e conhecer as tiras da parte final, antes de desistir por vez da obra. Tive uma boa surpresa, mas que, por outro lado, mostrou-me um livro desigual, com reflexões e piadas que vão do típico mote da falta de assunto do quadrinista até pensamentos bem elaborados sobre temas tão amplos como o capitalismo e a existência.

Por reunir vários personagens de Dahmer, não é de espantar um resultado tão oscilante em qualidade. Alguns núcleos temáticos são ótimos, enquanto outros são absolutamente descartáveis.


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