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O homem que viu o infinito (filme de 2015)

O retrato de minorias quase nunca é bem realizado pelo cinema comercial - basta ver as capas de filmes como "Histórias cruzadas" ou "A boa mentira" para observar, em destaque, o branco "bonzinho" que se compadece dos oprimidos. Em "O homem que viu o infinito"- ainda que seja inspirado em uma história real - a biografia do matemático indiano é contada do ponto de vista do professor inglês, fato que não deve passar despercebido. Assim como um narrador em primeira pessoa não é confiável, o filtro europeu sobre a realidade asiática também deve ser analisado com cuidado.



O personagem do docente britânico, contudo, é caracterizado de uma forma não tão maniqueísta. São retratados vários momentos em que o professor deixa de prestar auxílio ou simplesmente não consegue entender os pontos de vista de seu aluno, totalmente devotado a uma cultura radicalmente diversa da sua.

De uma forma ou de outra, o filme parece conseguir atingir ao seu propósito principal: dar a conhecer ao grande público o trabalho do matemático Ramanujan, de fundamental importância para a modernidade. Além do mais, em tempos de construção de muros e fechamento de fronteiras, uma obra que exalta a diversidade tem grande valor.






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