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Brejo das Almas (Carlos Drummond de Andrade)

Segundo livro da extensa obra drummondiana, Brejo das Almas já deixa as primeiras marcas da voz de um poeta sem preocupações formais explícitas (como o tom modernista e satírico de sua estreia com Alguma poesia). 




A reunião traz alguns dos poemas e versos mais conhecidos do mineiro ("O amor bate na porta/ o amor bate na aorta,/ fui abrir e me constipei"; "Perdi o bonde e a esperança. / Volto pálido para casa."; "Carlos, sossegue, o amor / é isso que você está vendo: / hoje beija, amanhã não beija, / depois de amanhã é domingo/ e segunda-feira ninguém sabe / o que será"). Ainda assim, é um livro que fica obscurecido pela importância dos que lhe seguem, como Sentimento do mundo, A rosa do povo e Claro enigma.




Não há, de fato, um projeto temático claramente identificado nos versos, que discorrem sobre assuntos diversos: o amor, a política, a desesperança, o desejo... No entanto, de modo geral boa parte dos poemas deixa latente a questão do corpo e da sensualidade, talvez justificando o título do livro: corporalidades em destaque em contraste com almas brejeiras.


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