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Escritores da liberdade (filme de 2007)

O roteiro é batido: a professora inexperiente diante de uma turma de alunos de baixo rendimento e, por vezes, bastante agressivos. No entanto, o cenário de qualquer escola periférica passa, no geral, por estes mesmos problemas - e como não falar de clichê quando lidamos com a estrutura centenária dos colégios, que ano após ano repetem os mesmos erros, os mesmos planos de aula, as mesmas atividades, sem olhar para o aluno que têm diante de si?




Talvez o maior problema do filme não seja tanto a temática - que, de tão verdadeira, é inspirada em um caso real -, mas a excessiva idealização da professora. Não são críveis as biografias sem falhas. Assim, ao desconfiarmos da verossimilhança da protagonista, podemos colocar em xeque a obra como um todo.

Apesar dessas questões estruturais, o longa consegue emocionar (especialmente aos que trabalham na área da educação). Ao vermos uma professora inspirando o amor pela leitura, abandonamos todos os defeitos do filme em um canto para nos envolvermos com a narração de cada adolescente e acompanharmos sua transformação real por meio da educação.

Prato cheio para professores de língua, o filme discute diferentes abordagens de poesia, letras de música e ressalta a importância de recomendar livros que sejam necessários aos alunos. Quem sabe, se insistirmos neste discussão, poderemos um dia tornar a escola um lugar de incentivo, descoberta, prazer, e não de obrigatoriedade de leituras?



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