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Mãe! (filme de 2017)

Ocupando aquela linha tênue entre filmes que são amados por uns, odiados por outros, "Mãe!" é uma aposta alta de Darren Aronofsky. Toda a trama constrói-se em torno de uma alegoria nem sempre clara para o espectador, gerando dois efeitos profundos e opostos: ou a intriga e a motivação de pesquisar mais sobre a linha de raciocínio do diretor, ou a repulsa pela aparente inverossimilhança do narrado.

Um dos recursos que Aronofsky usa para criar essa ambiguidade na recepção de sua obra é o passeio por gêneros diversos: entre o terror e o humor, o romântico e o trash, seu longa foge das categorizações fáceis. É uma obra multifacetada, dominando linguagens diferentes e exigindo reações diversas daqueles que a assistem.

Em minha busca por análises de "Mãe!", encontrei uma definição justa para este trabalho do diretor: Darren é megalomaníaco e moralista. Se pouco tenho contra o primeiro adjetivo, o segundo, por sua vez, me deixa bastante incomodada. 

A temática do seu último filme não é um problema em si, mas traz um certo tom de conselho, um discurso didático que quase põe a perder a construção intrincada da obra. As cenas de assassinato, violência doméstica, esquartejamento são bastante palatáveis (e mesmo risíveis), mas o discurso de culpa cristã que subjaz ao enredo... este sim é difícil de engolir.







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