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O diário de Anne Frank (Quadrinhos por Ari Folman e David Polonsky)

Adaptações literárias para quadrinhos costumeiramente enfrentam diversos dilemas: a fidelidade (ou não) ao texto original, a escolha entre uma linguagem facilitadora ou para iniciados, a ênfase no enredo ou na criação livre de ilustrações. Nesta edição, que é a oficial do Instituto Anne Frank, todas essas questões foram resolvidas com maestria.

Para quem conhece o livro em que se baseia, a HQ é um excelente complemento visual. Afinal, o anexo em que Anne teve de se esconder durante a Segunda Guerra é uma estrutura difícil de imaginar, ainda que as descrições da menina em seu diário sejam fartas. Com esse viés de ilustrações quase didáticas (quando precisam ser), a versão adaptada pode angariar também leitores para conhecer a obra original.

O ponto forte da adaptação, contudo, é a liberdade visual que os quadrinistas se concederam. As referências que marcaram a vida de Anne - os livros, quadros, artistas de que gostava - são incorporados no traço para ajudar a narrar a sua própria história. É uma bela homenagem, em todos os sentidos.



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