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Maya Angelou: e ainda resisto (filme de 2016)

Pouco conhecida entre os que vivem imersos na bolha cultural da branquitude, Maya Angelou é um ícone da resistência negra. Sua longa vida constitui-se em uma série de lutas contra o preconceito nas diversas faces que assumiu - desde os resquícios da Guerra Civil até as reivindicações de Rosa Parks, Malcolm X e Martin Luther King.

Autora de vários livros biográficos, a escritora teve uma vida absolutamente impressionante: foi mãe aos 17 anos, cantora, atriz, diretora, prostituta, autora, roteirista, poeta... Fez discurso de posse para a presidência, casou-se diversas vezes, viveu no Egito e em Gana, aliou-se a diversos movimentos sociais. E, somado a tudo isso, a infância traumática: abandono parental seguido de um estupro aos 8 anos, o que resultou em uma mudez absoluta durante 5 anos.

Uma leitura rasa dessa vivência poderia transformar Maya em um símbolo perfeito da meritocraria - no entanto, de tantos papéis exercidos ao longo da vida, este é um em que ela não se encaixa. O filme mostra tanto a superação quanto as "arestas" da biografada; afinal, não se trata de ser bom, mas de ser justo. E justiça social é o que podemos ver representado nessa figura tão absurdamente humana.




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