Filmeco de Sessão da tarde, conta com alguns pontos positivos: a ideia de Deus como uma mulher negra, a morte como uma celebração e a preocupação com a felicidade do outro acima da própria vida. Além disso, há o Gael, ainda que em um papel bem fraquinho.
No entanto, mesmo que seja evidentemente um filme com uma proposta coach de valorização da vida, há um ponto que permeia todo o enredo e que me incomodou demais: a ideia de consumo como ponto alto da existência. Por mais que a ideologia venha disfarçada em um frasco bonitinho, a ideia que fica é que o mundo perde uma cliente com a morte da protagonista (e não uma história de vida).
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...

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