Apesar de ter demorado mais de duas décadas para finalmente assistir a Matrix, tive a vantagem de poder entender o porquê de o filme ser considerado um clássico – afinal, ele resistiu bem à passagem do tempo. Com exceção dos computadores de tubo, o restante das explicações tecnológicas que a história apresenta continuam verossímeis, considerando o contexto da ficção científica.
Um dos pontos que mais me pareceu atual foi o trabalho com a diversidade. Muito antes de algumas pautas étnicas e feministas ressurgirem com força, já havia a preocupação de colocar vários personagens negros em posição de destaque, além de uma protagonista típica do lema #fightlikeagirl.
Ainda que as cenas de luta tenham me cansado um pouco, o fato de terem uma motivação forte atrelada ao cerne do enredo foi o suficiente para me fazer gostar deste primeiro filme, mas não a ponto de me aguçar a ver as continuações feitas até agora.
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...

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