Neste livro, Jen Campbell reúne as bizarras experiências de diferentes livreiros com sua clientela — o que mostra que o frequentador de livrarias, muitas vezes, está longe de ser o consumidor mais bem-educado ou minimamente consciente possível.
A coleção de relatos divertidíssimos me lembrou a época em que trabalhava como atendente de biblioteca (e o quanto fiquei estupefata com a má educação e má vontade de boa parte do público que a frequentava). Uma pena não ter registrado minhas desventuras de então — se não dariam um livro (como o de Jen Campbell), ao menos seriam alguns causos engraçados em terras brasileiras.
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...

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