Facilmente acessível, o livro tem as vantagens e desvantagens de toda visão panorâmica: enquanto facilita a compreensão do todo, também corre o risco de esbarrar na superficialidade ou no recorte enviesado.
No geral, a impressão é que a obra tenta se aproximar mais da Linguística Histórica do que dos outros diversos campos de estudo possíveis (e, ao pesquisar brevemente o currículo de seus dois autores, não foi uma surpresa descobrir que ambos são especialistas na história da língua).
A edição da coleção Um guia ilustrado é uma delícia, e torna uma leitura que já devia ser descompromissada em um verdadeiro passeio pelas páginas. Contudo, originalmente publicada em 2000 (ainda que só traduzida em 2013), a obra traz alguns exemplos infelizes sob a perspectiva de hoje — ora machistas, ora etnocêntricos — que são reforçados pelo projeto gráfico. Além disso, mesmo que haja exemplos da língua portuguesa, boa parte da argumentação parte da análise de sintagmas e estruturas próprias do inglês. Assim, para quem não conhece um pouco mais a fundo a língua original, talvez não consiga ter uma boa apreensão do contexto trabalhado.

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