Livro para encaixar na categoria de leitura despretensiosa (mas nem por isso sem depender de pesquisa e estudo), propícia para amantes das letras e das artes. Ricamente ilustrada com pinturas de artistas renomados, a publicação é um compilado de palavras que já não fazem parte do uso corrente da língua inglesa. Enquanto alguns termos se vinculam a um contexto de época muito pontual, outros parecem ter caído em desuso por puro esquecimento – já que poderiam muito bem continuar a ser empregados hoje. Os exemplos da obra, em que os verbetes aparecem em frases bastante atuais, criam um ar de graça que é a cereja do bolo nesta leitura.
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...

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