Pular para o conteúdo principal

O rei leão (filme de 2019)

Tenho vontade de rever "O rei leão" desde que soube se tratar de uma releitura de Hamlet. Isso de saber um novo olhar para aquilo que já conhecemos é impactante - é impossível retirar a camada de significados, limpar nossa opinião do que agora a antecede. Não deu para não reconhecer Shakespeare. E não deu para não problematizar racismo, machismo e heteronormatividade.


Depois de uma aula da Heloisa Pires Lima (autora de "Histórias da preta") sobre estereótipos étnicos, o contraste entre Mufasa/Simba (leões de pelagem clara e másculos) e Scar (com pelagem escura e trejeitos afeminados) ficou gritante. É uma oposição muito forte entre o branco bom e o escuro (que é mau ou serviçal). Para não falar da ideia de governante predestinado e das fêmeas passivas. A parte gráfica é impressionante, mas não dá para esconder o simbolismo que carrega.




Comentários