É a terceira vez neste ano que vejo um filme fraco guiada por uma nota alta no imdb – em todos os casos, se tratava de obras estreladas por crianças. Cheguei à conclusão de que são avaliações motivadas pela fofura das protagonistas... e não pelo enredo. Em "Pequena mamãe", além do ritmo lentíssimo da trama, a intencionalidade de defrontar uma filha com a versão infantil de sua própria mãe é óbvia demais. Todo o discurso de que os pais deveriam passar mais tempo com seus rebentos fica gritando na tela, sem dar espaço para nada além de uma lição de moral clichê.
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...

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