É a terceira vez neste ano que vejo um filme fraco guiada por uma nota alta no imdb – em todos os casos, se tratava de obras estreladas por crianças. Cheguei à conclusão de que são avaliações motivadas pela fofura das protagonistas... e não pelo enredo. Em "Pequena mamãe", além do ritmo lentíssimo da trama, a intencionalidade de defrontar uma filha com a versão infantil de sua própria mãe é óbvia demais. Todo o discurso de que os pais deveriam passar mais tempo com seus rebentos fica gritando na tela, sem dar espaço para nada além de uma lição de moral clichê.
O personagem de cabelo azul já ganhou apelidos que o aproximam dos famosos Calvin e Mafalda. No entanto, o toque brasileiro é que faz a diferença e aproxima Armandinho de seus leitores. O garotinho, que não gosta muito da escola, mostra que a sabedoria vai muito além dos bancos da sala de aula. Desde questões políticas específicas - do Brasil ou de Santa Catarina - até piadas simples sobre assuntos cotidianos, a força das suas tirinhas reside também na versatilidade. O ponto de vista infantil nos serve de guia nesses quadrinhos, nos quais os adultos aparecem sempre retratados sob o viés da criança. Para comprovar esse fato, basta observar o traço: assim como na clássica animação dos Muppets, apenas as pernas dos personagens mais velhos são desenhadas. Se a semelhança com Mafalda está no aspecto irreverente (e nos cabelos que são marca registrada), com Calvin o parentesco vai além: em muitas das tirinhas, Armandinho aparece com seu bicho de estimação (um sapo que, inclusi...

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