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Un été sans maman (Grégory Panaccione)

Este livro vem com uma instrução de uso: logo na primeira página, uma nota do autor adverte: para ler com calma. Afinal, trata-se aqui de uma história sobre férias inesquecíveis - e quem é que gosta de ver esse período, tão breve, prestes a acabar?


Para mim, que repeti o conteúdo na forma (propondo-me esta leitura durante as minhas próprias férias), o livro foi um encontro com tudo o que vivi: o desconforto de estar em uma terra sem a segurança da língua-mãe, a descoberta de um mundo diferente, a intensidade da experiência concentrada em um pequeno período. 


A obra traz também alguns conceitos oníricos que beiram o surrealismo: mas qual é, no fim das contas, a viagem que não resvala no lugar mais profundo e enigmático de nossas memórias, criando uma narrativa diferente a cada reencontro?




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