A figura de Evita é bastante impressionante, mesmo para quem discorde de sua linha política (e, inclusive, para quem questione a sua eterna função decorativa de primeira-dama). Polêmica até a morte (vejam o filme Eva no duerme), é difícil traçar sua biografia sem cair em deslizes históricos ou ser arrebatado por paixões na defesa ou rechaço de sua figura.
Quando se trata de uma biografia para crianças, a chance de cair em uma cilada narrativa enviesada é ainda maior. No entanto, acho que este livro da coleção Antiprincesas cumpre bem o seu papel — mesmo que não economize elogios para louvá-la.
Ao propor um questionamento sobre a recepção dessa figura carismática pelo povo argentino, a obra traça paralelos importantes de serem levados aos pequenos leitores. Ao final, a ótima seção de atividades torna a leitura ainda mais instigante e motivadora de novas perguntas sobre o status quo das mulheres na política.
Esse é um daqueles livros que de tão recomendados, citados, comentados, já parecem ter sido lidos antes mesmo da primeira virada de página. Tinha uma visão consolidada de que o tema desta obra eram os conselhos que um escritor pode passar a outro - e não imaginava que, antes de tudo, essas cartas são uma espécie de manual para a vida. Tão necessário, aliás. Rilke se ancora na literatura, mas passeia por caminhos diversos: a solidão, a escolha da mulher, as amizades, os valores morais de cada um... Como um mestre frente a seu discípulo, o escritor o guia pela mão através do mundo. Nem sempre os seus ensinamentos são indiscutíveis. Há material que sobra, existem conselhos deixados de fora. Mas, superando seus pequenos deslizes como filósofo, Rilke se apoia na força das palavras. Seu discurso é uma torrente que nos leva, com um vigor romântico contagiante. Trechos: Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante h...
Comentários
Postar um comentário